domingo, 10 de abril de 2011

UM PEQUENO RELATO

Ana Beatriz S <etp909@yahoo.com.br>

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 Quando eu tinha catorze anos era amiga de uma menina
chamada Aline. Nossos pais saíam muito juntos à noite,
e para não ficarmos sozinhas nos deixava uma na casa
da outra. Às vezes eu dormia na casa da Aline, outra
vez ela dormia na minha.
Em uma certa noite nossos pais saíram e Aline veio
dormir em minha casa. Nós costumávamos dormir juntas,
enroladas num cobertor peludo que eu gostava e nos
deixava bem aquecidas. Mas eu via pela cara dela que
tinha aprontado alguma. Já tínhamos trocado a camisola
para dormir quando ela abriu a mochila e tirou três
latinhas de cerveja, suando de geladas. Propôs que a
gente bebesse. Eu no começo reneguei, disse que os
pais da gente podiam pegar, mas entusiasmada pela
novidade, mandamos ver. Fizemos vira-vira, trocamos de
lata, e no final já estávamos bem tontas, ela mais que
eu.
Apagamos a luz e nos enrolamos para deitar, eu
sentindo o mundo girar. E tive aquela surpresa quando
Aline me abraçou por trás, debaixo dos lençóis. Nós
dormíamos meio juntas, como eu disse, mas aquele
abraço era diferente. Fiquei imóvel, sem saber se não
era sonho ou impressão, mas ela me abraçou mais forte
e senti os lábios dela na minha nuca. Uma onda de
calor me percorreu a coluna, de alto a baixo. Ela
ficou imóvel. Senti que dormia e acordava. Estava para
lá de bêbada. Eu fiquei parada, tentei dormir também.
Confesso que estava gostando da proximidade do calor
do corpo da minha amiga.
Então ela acordou, beijou-me na nuca de novo. Saiu de
trás de mim, beijou-me no pescoço, e no queixo.
Imóvel, deixei-a fazer. Perguntou se podia beijar meus
seios. Eu disse OK. Ela abriu os laços da minha
camisolinha rosa, levantou-a amontoando–a sob o meu
pescoço, e me lembro de seus cabelos caindo sobre mim
quando seus lábios tocaram um de meus seios.  Vi
pouco, pois fechei os olhos e coloquei a cabeça para
trás. Eu achei esquisito no começo, mas logo relaxei.
Ela se sentou na cama, sacou de um golpe sua blusa
branca e envolveu os dois seios muitos alvos e com uma
leve marca de sutiã com as mãos, oferecendo-os para
mim. E eu avancei com minha boca, apoiei uma mão num
dos ombros dela e inexperiente abri minha boca o mais
que pude e mirei o seio mais próximo e envolvi o que
pude dele com minha boca, como quem chupa um sorvete.
Senti seus bicos ficarem rígidos. Aline suspirou.
Ficamos algum tempo naquele posição, quando Aline e me
afastou com delicadeza e mudou de posição e, bem na
verdade eu sabia o que ia acontecer. Ela perguntou se
podia lamber a minha xoxota (ela usou exatamente essa
palavra), eu disse tudo bem, e eu mesma tirei minha
calcinha verde e joguei-a de lado. Aline beijou
longamente minhas coxas antes, e confesso que já
estava louca para que ela fizesse logo o que me tinha
pedido para fazer! Quando senti a ponta da língua de
minha amiga tocar no lugar exato eu ouvi um suspiro
rouco que eu mesma me surpreendi que fosse meu. Aline
segurava minhas pernas, e beijava e lambia,
alternadamente. Senti uma meia dúzia de contrações
enquanto o mundo derretia. Eu nem sabia o que era
aquilo. Então ela se deitou e eu mal via sua calcinha
clara naquela escurão. Nem precisou pedir. Era a minha
vez. Ela abriu bem as pernas, fechou os olhos. Pedi
para ela me ajudar e ela puxou a calcinha de lado. Foi
minha vez de lamber minha amiga, sentir os pelos nos
meus lábios, sentir seu gosto em minha língua.
Vestimo-nos e agora a bebida fazia maior efeito. Nós
nos arrumamos para dormir, e nos beijamos, ou melhor,
começamos a beijar, pois ela dormiu de porre. O mesmo
aconteceu comigo logo depois.
Isso foi há doze anos. Durante muito tempo evitei
pensar nisso. Só depois comecei a pensar nisso com
leveza. Pude pensar diretamente: já fiz amor com outra
mulher. Fiz, fiz e pronto. Aconteceu. Foi bom, foi e
passou. Sou casada hoje. Aline também. Nós nos
encontramos de vez em quando. E falamos de outras
coisas. Aconteceu, e daí?, é como penso agora.
Caras e caros colegas de lista,
Meu nome é Beatriz. Não sei se um pequeno momento
entre duas adolescentes pode interessar. Enfim, fica
minha contribuição.
Beijos,
Beatriz

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