sábado, 23 de outubro de 2010

UM SONHO DE MULATA
conto de autor desconhecido

Oi, meu nome é Sandra e a história que vou contar aconteceu comigo há alguns
dias.
Eu adoro mulheres negras. Se elas forem altas e esguias, vou aos céus. Acho
que minha paixão por mulheres negras surgiu na época da escola. Havia uma
amiga, Patrícia, negra, alta e de pernas lindas... um tesão de mulher. Os
homens a rodeavam e eu os invejando. Patrícia tinha aqueles beiços que só os
negros podem ter e exibir com muita honra e eram perfeitos. Não eram
exagerados, eram carnudos, brilhantes e me deixavam doida, imaginando as
mais diversas loucuras. E as pernas? Pareciam que sempre estavam sob ação de
algum óleo de lustrar móveis: reluzentes, o ébano envernizado. Uma delícia!
Quando, mais tarde, vi as charges do Lan e ouvia falar das mulatas do
Sargentelli, me lembrava de Patrícia.
Também adoro mulatas, suas bundas empinadas, suas pernas perfeitas e
carnudas. Hummmm! Embora adore mulheres, nunca tive coragem para me
relacionar com alguma. Meu consolo eram os beijos e abraços tão comuns entre
nós mulheres, pois se fosse homem estaria numa fossa de arrasar por não
poder nem ao menos beijar um homem. Meus namorados, logicamente, foram todos
negros ou mulatos ou o menos claro possível. Chocolate é comigo mesmo. Até
tentei incentivar alguns a se vestirem de mulher, mas eram muito machos para
se deixarem levar por minha fantasia.
Um dia, no centro do Rio, caminhando assim meio que fora do mundo, notei, de
repente, algo de estranho no ar. Percebi uma agitação fora do comum. Não era
para menos: uma lindíssima e rara mulata passeava, aparentemente alheia a
todo aquele agito que se formou em seu redor, olhando vitrines, perguntando
algo a alguém, olhando as mercadorias dos camelôs. Alguns homens passavam
mais perto e soltavam o enfadonho "Gostosa!" ou outras coisas do tipo. Meus
olhos ficaram hipnotizados por aquela mulher que vestia uma saia de
comprimento perto dos joelhos, sandálias de salto alto pretas, de couro e
amarradas em tiras na perna e uma blusa bem simples , mas muito elegante. As
pernas reluziam mais que o couro. Dava vontade de acariciar ali, de beijar,
de passar a xota nelas todas e soltar um grito de gozo longo. E que beiços
mais lindos! Enfeitados por um batom vermelho escuro. Ela era nobre e eu era
sua serva. Logo notei que não eram só meus olhos que a seguiam, meus pés
também. Deixei-me levar. Sargentelli ficaria louco por ela! Mas, acontece,
que ele não estava ali e eu estava doida por aquela mulher que me enfeitiçou
toda.
Segui-a por muito tempo até ela virar numa esquina de uma das ruas do Saara.
Ao virar a esquina trombei com ela de frente para mim, de braços cruzados.
Meu coração estremeceu. As pessoas que passavam olhavam, mas logo
continuavam seu caminho. Parecia que o tempo resolvera brincar e tudo
pareceu lento demais.
- Alguma coisa, mocinha? - perguntou-me ela.
Sua voz era grave, mas feminina. Seu perfume era delicioso, seu pescoço
vibrava e seu peito subia e descia me deixando excitada.
-Ah! É que...Bem...não sei!
- Não sabia o que responder. Eu só tinha olhos para aquele corpo e para
aqueles olhos...meu Deus...verdes.
- Seus olhos são verdes!!!! - falei, de repente.
-Sim! E daí? Você está me seguindo por causa dos meus olhos? Olha aqui,
moça: tenho mais o que fazer do que ficar me preocupando com mocinhas
desmioladas. Se continuar a me seguir eu chamo a polícia.
-Desculpe, eu a vi lá embaixo, meus olhos a seguiram e depois meus pés e não
consegui controlar o impulso. Eu me apaixonei por você!!!
Acabei de falar aquilo, me dei conta do que havia dito e fiquei vermelha.
Minha vontade era de correr dali e me esconder em algum buraco onde ninguém
me identificasse. Onde estava com a cabeça para falar aquilo?
Instintivamente levei minha mão até a boca como a me policiar pelo que havia
dito. Mas, já era tarde. Ela olhou para mim meio que perplexa, mas pude
perceber que lentamente seu rosto foi se modificando e...não estava
acreditando no que via...ela estava sorrindo e do sorriso veio uma sonora
gargalhada, que inundou a rua e chamou a atenção de todos. Eu devia estar
mais vermelha que tomate. Ela levantou uma das mãos e pensei que ela iria me
esbofetear, mas ela a descansou sobre meu ombro, olhou-me nos olhos e disse:
- O que você disse é algo muito grave, mocinha! Você tem certeza do que
falou para mim?
Eu acenei com a cabeça que sim. Não parecia mais ser eu, era como se algo me
levasse a responder daquela maneira. Meu coração disparava.
-Ok, Venha comigo!
Ela se virou e começou a caminhar. Olhou para trás e, vendo que eu não
arredava os pés do lugar, renovou o convite.
- Venha!
Comecei a segui-la e logo em seguida estava ao seu lado. Pude notar que ela
estava calma, apesar do passo rápido e de tudo o que havia acontecido entre
ela e eu há poucos segundos atrás. Ela começou a falar que seu nome era Mara
e que trabalhava como vendedora de jóias, pulseiras, anéis e bijuterias. Era
casada e mãe de duas filhas pequenas, uma de três anos e outra com um ano.
Olhou para mim e disse:
- Já tive um ou outro casinho com mulheres, principalmente nos tempos de
colégio! Sempre gostei de mulheres, mas sabe como é...a família, a
sociedade...Preferi casar com um rapaz simpático que conhecia desde o
colégio e assim me resolver na vida. Vez por outra uma das pessoas para quem
vendo minhas coisas quer algo mais e eu me dou por inteira e com prazer.
Assim faço minha freguesia.
- Ela piscou o olho para mim. De repente, paramos em frente a um prédio
antigo, ela olhou para mim e disse:
-Tem certeza de que queres continuar?
-Sim!
- Ok!
Subimos por uma escada tortuosa e logo demos num corredor. Paramos diante de
uma sala, ela pegou a chave e abriu a porta. Pediu para eu entrar primeiro e
senti, enquanto passava por ela, seu olhar vasculhando até minha alma. Ela
fechou a porta.
-Quer água? - perguntou-me.
-Aceito!
-Sente-se! Fique à vontade! Relaxe! Ninguém nos incomodará aqui. É meu
escritório, mas aqui não fecho negócios pessoalmente, só por telefone. É
raro eu chamar alguém. E é raro alguém das outras salas me incomodar.
Sentei na ponta da cadeira. Meu coração disparava. Minha vontade era sair
correndo. Suava toda. Minha babaca estava molhada. Minha garganta estava
seca. Mas, estranhamente, tudo isto me excitava. E mais: estava diante da
possibilidade de realizar um antigo sonho! Ela voltou com a água. Estava sem
a blusa. Eu olhei para seus peitos. Lindos! O bico parecia do tamanho do de
uma mamadeira e eram meio caídos, mas não eram murchos. Frutos da
maternidade. Eu bebi a água de uma só vez, ela se aproximou e encostou
aqueles peitos na altura do meu rosto. Me ofereceu um deles:
-Mama! Pode mamar! As crianças adoram! - disse ela com olhar malicioso.
Eu nunca tinha feito aquilo. Comecei devagar. Ela pegava o outro peito e
acariciava o meu rosto. Eu fiquei excitada e logo me vi mamando com vontade,
ora um, ora o outro peito. Mara ficou de frente para mim e sentou sobre
minhas pernas. Estremeci. Minha babaca ardia. Ela me olhou e me ofereceu
aqueles lábios...eu fechei os olhos e me entreguei. Meu sonho!!!! Senti sua
língua roçar a minha e aquilo me satisfazia. De repente estava abraçando e
acariciando seus peitos, enquanto chupava com força sua língua e seus
lábios. Ela gemia de prazer. Senti suas mãos procurarem minha calça e ela
foi enfiando a mão lá dentro. Meu grelo latejava e estava molhada. De
repente, ela levantou e foi tirando minha calça , abriu minha blusa,
acariciou meus seios e os chupou com volúpia. Nunca havia sentido aquilo.
Meu corpo estremeceu todo. Meu coração ardia e batia acelerado. Eu esfregava
minhas mãos nos seus cabelos e na sua nuca e ela chupava tudo, do peito até
minha calcinha. Num gesto rápido, ela tirou minha calcinha e começou a
enfiar o dedo. Eu gritei. Ela me beijou! O toque dos seus lábios e da sua
língua me deixaram mais tranqüila. Parecia que estava beijando sua xota, de
tão macios que agora estavam. Meus lábios sentiam uma textura diferente, um
gosto que não sentira antes. Parecia que todo meu corpo virara uma xota
molhada. Era um delírio. Suas mãos, seus dedos no meu grelinho latejante.
Veio aquela torrente e eu fiz menção de gritar. Ela abafou o grito com outro
beijo e eu esfregava as mãos no seu rosto, nas suas costas, nos seus seios,
na sua cabeça... minhas pernas queriam enlaçar o corpo dela. Eu queria que
ela não parasse mais. Me vi delirando, como se eu pudesse entrar nela ou ela
entrar em mim. Como se uma fusão acontecesse e já não soubéssemos de quem
era o orgasmo. Nós duas estávamos vibrando.
Logo trocamos e ela deixou eu invadir a xaninha dela. Era ela que agora
gritava de prazer e eu a beijava com mais prazer. Nós ficamos neste prazer
mútuo por muito tempo. Quando, enfim paramos, estávamos encharcadas. Meu
corpo ainda vibrava por conta dos espasmos de orgasmo. Parecia que o mundo
girava. Eu estava mole. Não tinha ânimo para sair dali. Ela veio por trás,
me enlaçou com seus braços e me beijou no rosto. Ficamos assim, eu
acariciando seu braço e ela, ora me beijando o rosto e a cabeça, ora
esfregando seu rosto junto ao meu.
Não me lembro como saí dali e nem como cheguei em casa, mas me lembro que
dormi muito bem naquela noite e acordei com uma estranha sensação no dia
seguinte. Olhei para o telefone e logo procurei na bolsa algo. Achei! O
telefone dela. O telefone tocou e logo ouvi sua voz. Ficamos ali conversando
por um longo tempo. Marcamos outro encontro. Ainda vai acontecer. Meu
coração está mais leve. Meu corpo é outro. Eu estou doida para revê-la e
continuarmos de onde paramos. Eu quero Mara, a minha mulata que balança a
pena ao som de Jorge Benjor.

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